Harpa
Por Scarlet Rose
Inverno, 2015
Uma canção forte e passional invadiu meus ouvidos.
E o corpo, que antes jazia repousado sobre os escombros do que restou no fim, despertou.
Agora, sou como a harpa, sobre a qual tuas mãos hábeis deslizam emitindo
sons sagrados e profanos.
Sons produzidos pelas cordas que se retesam e
relaxam na ânsia de reproduzir vibrações de esferas celestiais.
A língua traduz os desejos do amor e da dor.
Embala meus pensamentos que, de tão serenos, se entorpecem
e adormecem ao sabor da tua voz.
Cérebro, alma e coração.
Juntos, em uma única freqüência.
Contínua e arrebatadora!
O corpo dele se banha no suor que escorre em brilhantes e luxuriosas gotas.
O rito se inicia. E ele, o deus-música, se anuncia ao mundo.
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