sábado, 19 de setembro de 2015

Harpa

  Harpa
 Por Scarlet Rose
 Inverno, 2015
 
 Uma canção forte e passional invadiu meus ouvidos.
 E o corpo, que antes jazia repousado sobre os escombros do que restou no fim, despertou.
 Agora, sou como a harpa, sobre a qual tuas mãos hábeis deslizam emitindo
 sons sagrados e profanos.
 Sons produzidos pelas cordas que se retesam e 
 relaxam na ânsia de reproduzir vibrações de esferas celestiais.
 A língua traduz os desejos do amor e da dor.
 Embala meus pensamentos que, de tão serenos, se entorpecem
 e adormecem ao sabor da tua voz.
 Cérebro, alma e coração.
 Juntos, em uma única freqüência.
 Contínua e arrebatadora!
 O corpo dele se banha no suor que escorre em brilhantes e luxuriosas gotas.
 O rito se inicia. E ele, o deus-música, se anuncia ao mundo.
    

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